terça-feira, 22 de setembro de 2009

Ora, ouvir estrelas…

Essa noite que passou recebeu uma trégua da chuva e pode mostrar um belíssimo céu estrelado. Vantagens de se trabalhar de madrugada em um lugar ermo, as luzes artificiais não atrapalham tanto…

Quando os Cavaleiros do Zodíaco passou a ser exibido no Brasil, na extinta rede Manchete, eu procurei aprender um pouco mais sobre constelações, assim como quase todos pré-adolescentes da época. Não que eu tenha me aprofundado no assunto, mas li algumas coisas interessantes. É engraçado saber que a regra para se determinar quais estrelas fazem parte de uma constelação é não existir regras. O que ficar ‘mais bonitinho’ tá valendo. Aviso aos mais chatos: falo aqui de constelação segundo o senso comum, de um conjunto de estrelas formando uma figura. A astronomia que fique com a definição dela.

Mas era frustrante olhar para o céu estrelado e tentar achar aqueles desenhos, tão óbvios nos livros, mas impossíveis de se ver na vida real. Porém havia um que era claríssimo aos meus olhos. Um gigante destacado contra o negrume do céu: Órion, o caçador.
Orion_l
Não sei exatamente o que aconteceu. Talvez tenha sido a época da minha vida, as descobertas, os sonhos e esperanças. Talvez tenha sido meu caráter solitário e criativo. Mas o fato é que a identificação foi imediata, eu adotei a constelação de Órion como a minha constelação. Chegava a ser chato explicando pra todo mundo como ver aquele caçador…

Outra coisa que deve ter contribuído para meu fascínio era a falta de uma lenda que contasse a história do caçador. Ou melhor, a falta não, mas o excesso. São tantas versões de seu nascimento, vida e morte, que alguém criativo poderia facilmente adaptar a história para sua visão. Um prato cheio pra mim.
Orionurania
Comecei mudando a figura mesmo. Se uma constelação é um punhado de estrelas formando um desenho imaginado por homens, então eu também poderia imaginar minha versão. Tirei o bastão e a cabeça de leão da figura e no lugar coloquei-o empunhando um arco e mirando uma flecha. Me parecia mais refinado do que a força bruta do tacape. E sua posição era perfeita para essa arma…

Quanto a sua história, eu gosto da versão que lhe da a paternidade de Poseidon e a maternidade de uma humana, tornando-o um herói grego clássico. E um pioneiro, pois já caminhava sobre as ondas muito antes de Jesus…

E sua morte foi pelas mãos daquela que o amava. Artêmis, enganada por seu irmão Apolo, contrário aquela paixão, lançou uma flecha em um alvo quase imperceptível no meio d’água. A flecha certeira atingiu a cabeça de Órion, matando-o na hora. Muito poético e um resumo das armadilhas do amor. Irônico, eu diria, tão comum me parece a morte nas mãos de quem se ama…

Hoje o caçador estava excepcionalmente destacado no céu noturno. Em dezembro ele deve aparecer durante toda a noite, nascendo ao leste, logo após o crepúsculo (agora vão chegar as pretensas vampiras paraquedistas do google…). É o anúncio do verão, aproveite!

domingo, 20 de setembro de 2009

Tem alguém aí?

Ora, vejam! Esse blog ainda existe!

Lá se vão dois anos e meio desde a primeira – e única – postagem feita por aqui. Trinta meses exatos. Será que vale a pena retomar algo tão antigo?

Quando esse pseudoblog foi criado, a intenção era promover uma discussão saudável entre amigos sobre diversos temas. Mas eu mesmo não tive ânimo de levar adiante essa idéia. Sempre me pareceu artificial escrever sem ter um objetivo claro. E sempre me pareceu pedante escrever sobre si próprio. Mas é claro que novecentos dias mudam uma pessoa.

Por isso estou retomando esse canto da internet e mudando totalmente seu objetivo. Em primeiro lugar expulsei toda equipe além de mim. Agora esse muquifo é meu e somente meu. Vai ser praticamente um diário da Hello Kitty, RÁ! Em segundo lugar eu mudei meu nome de usuário para um fake, assim teria mais liberdade pra falar qualquer besteira. E, por fim, voltei atrás e coloquei meu nome verdadeiro. Afinal, quem vai ler isso aqui? Talvez um amigo ou outro. Quem sabe minha namorada (*-*). Na pior das hipóteses um paraquedista do google. E se tiver algo que eu não postaria usando meu nome real, é porque não vale a pena ser postado.

Nessas últimas cento e trinta semanas, muita coisa aconteceu. Coisas boas e coisas ruins. Acertei algumas vezes e errei outras. Mas considero tudo aprendizagem. Pelo menos eu avancei pra caramba, mesmo que parte do caminho tenha passado rolando no chão. Considero que atualmente sou mais feliz do que era em dois mil e sete. Tenho coisas e pessoas mais importantes comigo hoje.

Infelizmente parece que o mundo seguiu na contra-mão. Os problemas continuam os mesmos. No máximo, mudaram de nome. Pelo menos isso dá muito material sobre o qual escrever…