domingo, 27 de dezembro de 2009

Eragon

Já fazia algum tempo que eu tinha curiosidade pela “Trilogia da Herança”, formada pelos livros “Eragon”, “Eldest” e “Brsinger”, de autoria de Christopher Paolini. Aproveitando uma promoção acabei comprando os três de uma vez. E, semana passada, acabei de ler o primeiro volume.

Eragon é o nome do personagem principal, um jovem agricultor que não conheceu seus pais e foi criado por tios em um lugar isolado no mundo. Onde já ouvi essa história antes? Bem, Luke... digo, Eragon acaba por encontrar um certo objeto que viria a mudar sua vida. Logo no início do livro ele recebe a ajuda de um velho, que muitos consideram louco pelas histórias que conta, após seus tios serem mortos por soldados do... Império.(!) Sério, tenho certeza que já ouvi essa história...

O livro é recheado de clichês, não só já vistos em Star Wars, como também em Tolkien e quase todas as mesas de RPG de fantasia. Mas isso não torna a história ruim. Pelo contrário, trás um certo ar de familiaridade e faz com que o leitor reconheça imediatamente as emoções envolvidas nas situações. O texto é leve e fácil de ler, mas em certos momentos chega a ser simplório. No que se refere ao estilo, o que mais me incomodou foram os nomes. Fica a impressão, para mim, que alguns ficaram forçados, típicos nomes de personagens de RPG ou gerados por tabelas aleatórias. Fica estranho, mas não chega a por o trabalho a perder.

Quanto a história: é boa. Temos o típico herói que caiu de pára-quedas em uma situação complicada, o mentor que irá ajudá-lo a lidar com essa nova realidade, um povo oprimido que clama por um libertador, intrigas, duelos, exércitos em combates épicos e a chama de uma esperança. Ah, e temos também, é claro, a razão de ser dessa história: dragões! Ou melhor, um dragão. Apesar de estarem presentes como parte fundamental da história, os dragões estão extintos a época em que tudo ocorre, mortos pelo rei usurpador e seus asseclas. E é exatamente o nascimento de um novo dragão que funciona como propulsor da aventura. Acho que essa é a parte mais original de todo o livro, o autor consegue explorar bem o desenvolvimento de um dragão nascido em um mundo sem iguais e o seu relacionamento com o humano Eragon. É quase impossível não sorrir quando o dragão responde ironicamente pela primeira vez ou dá uma primeira demonstração de ciúmes.

Colocando na balança, Eragon traz um texto de fácil leitura, envolvente na maior parte do tempo, mas com alguns (poucos) pontos baixos. Talvez não vá para o topo da lista, mas com certeza é um livro que eu recomendo para quem gosta do estilo.

Um comentário:

  1. Independentemente do livro em questão, o crítico escreve muito, MUITO bem. O Alexs escritor já nasceu feito. Que texto lindo! Seu estilo é maravilhoso. Se eu estivesse em dúvida compraria o livro e se eu nem estivesse pensando em ler, como é o caso, leria... e lerei.
    Thereza
    :P

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